terça-feira, 26 de julho de 2011

O que é um DJ ?

Dj Wilson Martins BH MG


     Um disc jockey ou disco-jóquei (DJ ou dee jay) é um artista profissional que seleciona e roda as mais diferentes composições, previamente gravadas para um determinado público alvo, trabalhando seu conteúdo e diversificando seu trabalho em radiodifusão em frequência modulada (FM), pistas de dança de bailes, clubes, boates e danceterias.

     Disco-joquéi foi e é utilizado para descrever primeiramente a figura do locutor de rádio que introduziam e tocavam discos de gramofone, posteriormente, olong play, mais tarde compact disc laser (CD) e atualmente, empregam o uso do mp3. O nome foi logo encurtado para DJ. No Brasil, a abreviação é pronunciada erroneamente, em relação a sua derivação original (o inglês), sendo mencionado de forma "aportuguesada" por jornalistas, radialistas e não-profissionais, como "djidjêi". Uma contaminação causada, principalmente, pela popularidade do grupo Mamonas Assassinas em 95, onde o vocalista Dinho, em imitação nordestina, pronuncia a abreviação DJ, dessa forma. Hoje, diante dos numerosos fatores envolvidos, incluindo a composição escolhida, o tipo de público alvo, a lista de canções, o meio e o desenvolvimento da manipulação do som, há diferentes tipos de DJs, sendo que nem todos usam na verdade discos, alguns podem tocar com CDs, outros com laptop (emulando com softwares), entre outros meios. Há também aqueles que mixam sons e vídeos (VJs), mesclando seu conteúdo ao trabalho desenvolvido no momento da apresentação musical. Há, no entanto, uma vasta gama de denominações para classificar o termo DJ.No rádio, os DJs contribuíram para a consolidação do movimento Rock and Roll a partir da segunda metade dos anos 50, como a maior manifestação cultural da juventude do século XX; nomes de artistas tão díspares como Elvis Presley e The Beatles, não teriam alcançado o estrelato se não fosse o empenho dos DJs originais. Nessa mesma época começavam a surgir os DJs jamaicanos, conhecidos como seletores, que inicialmente tocavam principalmente discos estadunidenses de R&B nos sistemas de som, e faziam sucesso principalmente entre a população menos privilegiada que não tinha condições de ter rádio ou toca-discos.

Técnicas e estilos

     Com o advento da discoteca em meados dos anos 70, os DJs também ganharam fama fora do rádio e foram para as pistas de dança. Nas pistas, os DJs que atuaram até o meio da década de 1990 utilizavam apenas discos de vinil em suas apresentações. Em que pese o fato de já existirem CDs antes disso, não havia equipamentos que permitissem o sincronismo da música entrante com a música em execução (ajuste do pitch para posterior mixagem). A forma como esta ação de mixagem é realizada, aliás, é o principal diferencial entre os profissionais desta área.

     Um DJ tem a percepção musical de saber quais composições possuem velocidades (mensuradas em batidas por minuto) próximas ou iguais, de forma que uma alteração em um ou dois por cento da velocidade permite com que o compasso das mesmas seja sincronizado e mixado, e o público não consiga notar que uma faixa está acabando e outra está iniciando, pois as duas faixas estão no mesmo ritmo, métrica e velocidade.

     DJs das décadas de 1980 e 1990 sincronizavam a composição mixada (entrante) regulando a velocidade do prato do toca-discos, com o cuidado de fazer com que a agulha não escapasse do sulco do vinil (que na prática faz com que a música "pule") e também com que o timbre da voz da música não ficasse, por demais, alterada com a velocidade muito alta ou muito baixa do prato. Esta alteração da velocidade era possível em toca-discos que possuem o botão chamado pitch. O toca-disco mais famoso, nesta época, era o Technics SL-1200 MK-2, que até hoje é vendido e procurado por profissionais e amantes do vinil pela robustez e força que o seu motor de tracção directa apresenta.

     Após a popularização do CD, fabricantes como Pioneer, Technics e Numark desenvolveram aparelhos do tipo CD player com recursos próprios para DJ. Conhecidos como CDJs, possuem botões especiais para alteração de pitch, de retorno da faixa, de marcação de ponto (efeito cue) e looping. O timbre da música passou a ser controlado (opcionalmente) por um acionador específico, normalmente conhecido como Master Tempo. Com este recurso, mesmo que a composição esteja extremamente acelerada (ou desacelerada), o timbre da voz, teclados, guitarras, etc. é mantido, driblando de certa forma a capacidade de percepção do público, em notar que determinado som está tocando em velocidade diferente da normal. Além disso, não há mais o risco de o disco pular, apesar de o cuidado em se limpar as mídias de CD ser o mesmo, pois uma mancha em uma mídia óptica pode prejudicar e até interromper a canção em execução. Outra facilidade destes equipamentos é marcar o ponto de início da música (designado cue point). Assim, um DJ com um simples toque no botão pode retornar ao ponto de partida poucos segundos antes de mixar a música sobre a que está sendo executada.

     Atente-se aqui para o fato de que, além do talento musical obrigatório a um DJ em se conhecer aproximadamente o tempo das composições que ele pretende mixar durante sua apresentação, o mesmo também deve conhecer onde, quando e se uma composição ou determinada versão desta possui uma região (geralmente sem vocal, com batidas secas e pouco ou nenhum aparecimento de guitarras e teclados) popularmente conhecida como quebrada, onde é possível entrar a próxima composição sem que o resultado fique confuso (com dois vocais de canções diferentes "falando" ao mesmo tempo, por exemplo). Este capricho é obrigatório para profissionais que fazem mixagens ao vivo, tanto com vinil quanto com CDs.

     O DJ é, no fim das contas, um animador de eventos. Este deve conhecer canções o suficiente para saber como e quando mixá-las, deve sentir a vibração do público que o está ouvindo, e saber mudar um estilo na hora certa, para que a pista não esvazie. Deve ser o mais eclético possível, ou deixar bastante claro ao seu público e ao seu contratante qual é seu estilo ou tendência. Existem DJ especializados em raves. Outros, que se dedicam a canções que já fizeram sucesso a oito, dez ou vinte anos atrás.

Compactos

     As versões das canções que um DJ utiliza não são, geralmente, as mesmas versões que normalmente se ouve em videoclipes ou estações de rádio. Para cada nova canção que é lançada no mercado, desde adécada de 1970, a gravadora lança um disco (ou CD) específico, denominado compacto, para aquela canção. No caso do vinil, um compacto também pode ser de sete polegadas, dez polegadas ou doze polegadas. Em CD, este é conhecido como 5 (cinco) polegadas. Um compacto é um vinil ou CD que possui uma mesma canção em várias versões, produzidas especialmente para mixagens ou amantes de versões alternativas. Enquanto uma versão normal de canção possui normalmente de três a quatro minutos de duração, uma versão de compacto pode durar até quinze minutos, com grandes introduções, quebradas, edições, reprises de vocal etc.. Estas versões alteradas também são conhecidas como remixagens, versões 12, versões club, versões estendidas e dub. Um compacto também pode conter versões instrumentais e a cappella. Enquanto um álbum de coletânea de determinado artista pode possuir um nome qualquer, um compacto sempre tem o nome da canção que nele está gravada, mesmo que o disco tenha apenas uma versão da canção que o nomeia.

Composição digital

     Já no fim do século XX, com a popularização do formato MPEG-1 layer 3 (popularmente conhecido como MP3) para canções digitais, de programas de compartilhamento de arquivos como o Napster e o surgimento de programas de edição musical, surgiu uma nova casta de editores musicais auto-denominados DJs. Apesar de estes possuírem, as vezes, até certo talento para música, pois precisam alterar uma faixa para mixar na anterior, tem seu trabalho extremamente facilitado e, portanto, não são bem vistos por profissionais que executam seu trabalho ao vivo em clubes, casas, discotecas e eventos.

     A mixagem em computador é feita de forma caseira, e não há o julgamento do público ao trabalho sendo feito ao vivo. O que o público irá ouvir é uma mixagem feita em estúdio e já gravada. Caso uma canção seja alterada e mixada com a anterior, mas o resultado não seja o esperado pelo editor (timbres, batidas ou compassos dessincronizados, por exemplo), a ação de mixagem pode ser desfeita e refeita quantas vezes forem necessárias. Assim, o resultado final é uma mixagem tão perfeita quanto artificial.

    Porém, grandes DJs também fazem uso destes programas para criação de sequências de múltiplas canções denominadas megamixes, de participações de curta duração em programas de rádio e até mesmo de novas versões dessas canções, que não existam em seus respectivos compactos.

     Existem hoje em dia softwares capazes de simular na tela de um computador dois toca discos ou cdjs e um mixer, com inúmeros recursos iguais ou até superiores aos melhores equipamentos,além de alguns poderem ser baixados gratuitamente pela internet,esses softwares estão se popularizando por serem uma alternativa a quem deseja discotecar e não pode investir muito.

    Entre esses programas destacam-se o Virtual DJ,Traktor,Deckadance,MixVibes,BPM Studio,PCDJ entre outros...



sexta-feira, 29 de abril de 2011

Michael Jackson



     What a sad day it is. An iconic music artist has passed on. I’m sure everyone knows who he is, for he’s the King of Pop, Michael Jackson. I’ve compiled some of his career milestones which I’m gonna highlight on.
     Named as Michael Joseph Jackson, he is the 7th of nine children in the Jackson family, he debuted on the music scene at the age of 11 as a member of The Jackson 5 and began a solo career in 1971 while still a member of the group. The Jackson 5 had huge hits like “I Want You Back”, “ABC”, “Blame It On the Boogie”, and “I’ll Be There”.
     Starting in 1972, Michael released a total of four solo studio albums with Motown, among them is “Got to Be There” and “Ben”. These were released as part of the Jackson 5 franchise, and produced successful singles such as “Got to Be There”, “Ben” and a remake of Bobby Day’s “Rockin’ Robin”.
Off the Wall Era
     In 1978, Jackson starred as Scarecrow in the film musical “The Wiz”. The musical scores were arranged by Quincy Jones, who formed a partnership with Michael during the film’s production and agreed to produce the singer’s next solo album “Off the Wall”.
     Released August 10th, 1979 on Epic Records, Michael collaborated with a number of other writers and performers such as Paul McCartney and Stevie Wonder. He also wrote several of the songs himself, including the lead single, “Don’t Stop ’til You Get Enough”. The album spawned 5 singles in total.
Thriller Era
     Thriller is the 6th studio album by Michael Jackson and is considered the best selling album of all time. The album was released on November 30th, 1982. Thriller explores similar genres to those of Off the Wall, including funk, disco, soul, soft rock, R&B and pop. However, Thriller’s lyrics deal with generally darker themes, including paranoia and the supernatural.
     Assisted by producer Quincy Jones, Jackson wrote four of Thriller’s nine tracks. Seven of the album’s nine songs were released as singles, and all reached the top 10 on the Billboard Hot 100. Thriller cemented Michael’s status as one of the predominant pop stars of the late 20th century, and enabled him to break down racial barriers via his appearances on MTV.
     The album remained in the top 10 of the Billboard 200 for 80 consecutive weeks, 37 weeks at the peak. On March 25, 1983, Michael performed live on a television special, both with The Jackson 5 and on his own singing “Billie Jean”. This broadcast debuts his signature dance move—the moonwalk.
     Among the albums of Michael’s career, this album is the one that is the most significant. I’m sure everyone would recognise most of the singles and videos from this album.
Bad Era
     Bad is the 7th studio album by Michael Jackson and was released on August 31st 1987. This record was released nearly five years after his last studio album. Bad is also the first, and currently the only album ever to feature five Billboard Hot 100 #1 singles.
     This album sees Michael have even more freedom over his album than he did with the two previous albums, Off the Wall and Thriller. He wrote and composed 9 of the album’s 11 tracks, and co-wrote and produced another; “Man in the Mirror”.
Dangerous Era
     Dangerous is the eighth album by Michael Jackson and was released on November 26th, 1991. It became his second to debut at #1 on the Billboard 200 album chart. Nine singles were released in total from the album.
     The major single successes from the album were “Black or White”, “Remember the Time”, “In the Closet”, “Heal the World”, “Who Is It”, and “Will You Be There”.
HIStory Era
     HIStory is a double album by Michael Jackson, and is released on June 20th, 1995. This is Michael’s ninth album. The first disc, named “HIStory Begins” consists of a selection of Jackson’s greatest hits from the singer’s past fifteen years, while the second, named “HIStory Continues” features new songs.
     The album hsa 5 singles. “Scream/Childhood”, “You Are Not Alone”, “Earth Song”, “They Don’t Care About Us” and “Stranger in Moscow”.
     One of the single “Scream”, a duet between Michael and sister Janet, who had agreed to do a duet with her brother after she felt that she “had made it to the top” and she didn’t fear that she’d “had to ride Michael’s coattails”.
Invincible Era
     Invincible is the tenth and final studio album by Michael. The album art, an image of Jackson’s face, is available in five different colors – red, green, orange, blue and silver.
     The album spawned three singles, “You Rock My World”, “Cry” and “Butterflies”. Being his first studio album in six years (after 1995’s HIStory), expectations were high. Invincible competed a race for the top of the Billboard 200 with some other big releases, Enrique Iglesias’s new album Escape being its biggest contender. In the end, Invincible won the top.
     Invincible is generally a commercial success, debuting atop the charts in 13 countries and going on to sell approximately 10 million copies worldwide. It went double-platinum in the US. However, the sales for Invincible were notably low compared to his previous releases, due in part to a diminishing pop music industry, the lack of promotion, no supporting world tour and the label dispute.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Will.i.am DJ


     William James Adams Junior, mais conhecido como Will.I.Am (Los Angeles, 15 de Março de 1975) é um rapper, compositor, cantor, ator, DJ e produtor musical norte-americano. Um dos fundadores do grupo Black Eyed Peas, ele compõe e canta a maioria das canções do grupo, além de trabalhar como produtor do grupo

     William nasceu em Los Angeles, Califórnia. Ele foi originalmente um contratado da Ruthless Records, de Eazy-E.[1] Sendo tanto um compositor quanto produtor, ele produziu a maioria dos álbuns do Black Eyed Peas, assim como a canção tema do show animado de televisão norte-americano Samurai Jack. Outras aparições solo incluem um tutorial no jogo eletrônico para Playstation 2 e PC, The Urbz.

     Em 2004, ele produziu a canção "Go!" para o jogo eletrônico NBA Live 2005. Em 2005, will.i.am gravou a canção "I Am Somebody" com o guitarrista mexicano Carlos Santana para seu álbum All That I Am.

     Durante 2006, ele contribui na produção do álbum de Sérgio Mendes, Timeless, The Big Bang de Busta Rhymes, Press Play de Diddy, The Dutchess de Fergie, PCD de The Pussycat Dolls, Ordinary People de John Legend, FutureSex/LoveSounds de Justin Timberlake, Doctor's Advocate de The Game, Ciara: The Evolution de Ciara, e Hip Hop Is Dead de Nas.

     Will.i.am estava trabalhando com Michael Jackson para seu esperado álbum de retorno ao mundo da música, junto com projetos com Mariah Carey, Whitney Houston, Amerie, Rihanna, Pussycat Dolls, Nicole Scherzinger, Melody Thornton, Hilary Duff, Cassidy, Lil Wayne, Talib Kweli, Lupe Fiasco,Marcelo D2, Common, Fabolous, Chamillionaire, Chilli, Bone Thugs-N-Harmony, e Macy Gray. Ele trabalhou em "More and More", "Ring It", "Baby Love" e "On the Move" para o primeiro álbum solo da vocalista e líder das Pussycat Dolls, Nicole Scherzinger, intitulado Her Name Is Nicole, que seria lançado em Novembro de 2007, mas foi adiado por várias razões.

     Em 2007, Will.i.am lança seu terceiro álbum solo, que deverá ter o sucesso que os anteriores não tiveram. Intitulado de Songs About Girls, o álbum foi lançado em 25 de Setembro de 2007 e seu primeiro single foi "I Got It From My Mama", lançado em Agosto de 2007, que atingiu a posição #31 na parada norte-americana Billboard Hot 100. O segundo single do álbum foi confirmado como sendo "One More Chance".

     Entre 2008 e 2009, ele atuou nos filmes "X-Men Origens: Wolverine. E fez a dublagem de "Moto Moto" na animação "Madagascar 2: A Grande Escapada".

     No ano de 2009, Will.i.am fez uma pequena participação na turnê da cantora Miley Cyrus, Wonder World Tour. Ele fez um ritmo da musica Boom Boom Pow do Black Eyed Peas durante uma troca de roupa da cantora Miley Cyrus.

     Em 2010, gravou ao lado do cantor somali K'naan e do DJ francês David Guetta a música "Waving Flag", tema oficial da Copa do Mundo da África do Sul e fez um feat com Usher na música "OMG", nova sensação nas rádios.

     A partir de janeiro de 2011, Will.i.am passa também a integrar o grupo Intel. O cantor será o diretor de criação, onde ajudará a criar tablets e celulares. A parceria já é demonstrada no clipe "The Time (Dirty Bit)" (2010). Para alguns dos aparelhos eletrônicos da Apple, Will.I.Am lançou o primeiro aplicativo em 360° incluindo o videoclip de "The Time (Dirty Bit)".

     Em fevereiro de 2011, foi anunciado que ele estava trabalhando em uma música com o ícone pop Britney Spears para seu tão aguardado sétimo álbum de Femme Fatale. A música se chama "Big Fat Bass".

     Will.i.am cita Red Hot Chili Peppers como uma de suas influências e conta em uma entrevista na Radio 1 sobre a história do Red Hot Chili Peppers, explicando que ele criou o nome "Black Eyed Peas" baseado no estilo de "Red Hot Chili Peppers", que seria bandas com nome de comidas. Ele estudou na Palisades High School e graduou-se em 1993.



terça-feira, 8 de março de 2011

História da Música Eletrônica


     Se hoje ouvimos música eletrônica é devido à ousadia e visão sem fronteiras de muitos guerreiros.
     Desde os  primórdios...
     Se você acha que a música eletrônica é novidade, está enganado. Prepare a sua máquina do tempo porque essa história começa a muuiiito tempo atrás.
     No inicio do século 20, época das primeiras gravações elétricas e do surgimento dos novos meio de reprodução sonora. O Theremin é considerado o primeiro instrumento musical completamente eletrônico e trabalho com freqüência de rádio, osciladores, etc.
     Este instrumento foi desenvolvido em 1920, pelo russo Leon Sergeivithc Termen (Leon Theremin). O aparelho possui duas antenas sensíveis aos movimentos do músico, uma delas cuida da afinação (altura, tom da rota) e a outra do volume. O músico manipulava as antenas como se fosse um maestro.
     Dez anos depois (1930), surgia o Rhythmicom, o primeiro gerador de ritmo eletrônico que foi usado por Tangerine Dream e Pink Floyd.
     Em 1935, começou a produção de pick-up's e também o primeiro gravador de fitas magnéticas em Berlim, Alemanha. Este aparelho contribuiu para um enorme passo de aperfeiçoamento nas técnicas de gravações em estúdio que permitem que os dj's criem suas próprias músicas por meio de montagens feitas com colagem de fitas.
     Nos anos 40, o Blues foi eletrificado pelos negros americanos e deu origem ao Rhythm and Blues. John Cage compôs Imaginary Lardscape n° 1, usando elementos eletrônicos.
     Na década de 50, em Paris, Pierre Schaeffer e Pierre Henry já faziam músicas misturando instrumentos com sons gravados de passos, carros, etc. Lançaram sinfonia para um home só, é a primeira composição feita com montagem de fitas magnéticas.
     O movimento concreto foi criado por músicos e intelectuais que recriavam músicas a partir de trechos de músicas e sons do dia a dia e isto se difundiu na poesia, artes, etc. Conte dos Adolescentes é da mesma época de Karlheinz Stockhausen.
     Negros jamaicanos (o líder Lee Tubby) inventaram e aperfeiçoaram as técnicas de gravações que dariam origem ao Dub. Em 1967 foi lançado o primeiro álbum totalmente eletrônico por um grupo chamado Silver Apples. Em 1970, a Technics lançou a SL 1200 com sistema Direct Drive, a pick-up virou instrumento musical. Em Nova York dj's como Kool Herc, Afrika Bambaataa e Grandmaster Flash popularizaram técnicas como o Cuts e Scratch (que significa arranhar em inglês).
     O primeiro disco de 12 polegadas (apropriado para tocar na noite) foi lançado pela Salsoul Records em 1976.
     Em 77 que surgiu os pioneiros da música eletrônica como já conhecemos, era o grupo Kraftwerk de Ralph Hutter e Florian Schneider. Nesse mesmo ano eles lançaram o antológico Trans Europe Express que serviu para derrubar preconceitos de músicos tradicionais sobre o uso de drum machines, sintetizadores e teclados.Tudo o que tem algo eletrônico e veio depois deles, tem algo haver com eles. O grupo usou sons repetitivos e hipnóticos e foram também alguns dos inventores do groove ou loop. O DJ Afrika Bambaataa da sua versão ao clássico Trans Europe Express criando o épico Planet Rock em 82 que foi considerado o maior clássico de todos os tempos da música eletrônica dançante que foi feita com base de baterias eletrônicas (linha TR da Roland), raps e teclado.
     Devemos citar também nomes como New Order (inventor da eletronic dance music) e tantos outros que somados a outras influências, deram origem ao Techno, House, Drum'n'Bass, Trance e todos os outros gêneros tão familiares para nós atualmente.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

RITMOS: HOUSE MUSIC


Música House é a designação dada a vários estilos de música electrônica. Efectivamente, a primeira manifestação deste género musical, a e-music, deu-se nos meados da década de 1980.O elemento comum de quase toda a "house music" é uma batida 4/4 gerada numa bateria eletrônica, completada com uma sólida (muitas vezes também gerada eletronicamente) linha de baixo e, em muitos casos, acréscimos de "samplers", ou pequenas porções de voz ou de instrumentos de outras músicas. Representa, de certa forma, também uma evolução da disco_music dos anos 70. A maioria dos projetos (desenvolvidos por DJs e produtores) e grupos de house music têm como origem a Itália, a Alemanha, a Bélgica, além dos EUA e Reino Unido.

RITMOS: ACID HOUSE


Estilo mais radical de house, gênero musical “fabricado” em estúdio. A sustentação rítmica do acid é feita por contrabaixos eletrônicos e baterias programadas. Esses instrumentos são misturados com o auxílio de computadores a sons distorcidos de guitarras dos anos 60, orgasmos femininos repetidos e seqüenciados, metralhadoras, explosões e diálogos de filmes. Assim como o house, o acid house é feito para tocar em pistas de dança, nas quais não podem faltar canhões de laser, luzes estroboscópicas, máquinas de gelo e fumaça. O nome "acid" foi herdado do consumo de drogas estimulantes, tipo Êxtase, muito comum entre os freqüentadores das casas londrinas que tocam este gênero de música. A alusão às drogas aparece também em muitos nomes de canções acid. A data do nascimento do acid é o verão de 1987, quando a house music aporta no balneário espanhol de Ibiza, muito popular entre os veranistas ingleses. Os DJs locais dão forma mais radical ao estilo, criando o acid house. No verão seguinte desembarca em Londres e logo vira hit. O smiley, um sorriso dentro de uma bola amarela, vira emblema dos adeptos do acid house e é estampado em camisetas. Um dos álbuns que marcam a efervescência acid é Wanted, da loura Yazz. Puxado pelo hit The Only Way is Up, chega às primeiras posições da parada de sucessos inglesa e rende a Yazz o título de rainha da house. Também fazem sucesso Into the Dragon, do Bomb the Basse, e Jack the Tab, coletânea de músicas supostamente interpretadas por vários grupos – na verdade fictícios, criados pelos computadores do produtor musical Genesis P. Orridge.